Quarta-feira, Novembro 25, 2009

FOTOGRAFIA


PORTAS DO CARMO, upload feito originalmente por Fernando Sergio.

Portada da Igreja Carmo. Cachoeira - Bahia - Brasil. Agosto, 2009.

FOTOGRAFIA

PINTURA


O arcanjo São Miguel.

"Cangaço". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

Terça-feira, Novembro 24, 2009

Turismo: Agora passeie de graça pelo mundo. Logo abaixo do Quem sou eu, ao lado.

"Nas tuas mãos". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

FOTOGRAFIA


DSC00267, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

Minha vida ainda é verão. Verão.

Clique na imagem.

"Despetalando". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

MÚSICA

Seu pensamento. Adriana Calcanhoto.

"Só quando o poeta dorme". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

Domingo, Novembro 22, 2009

SOCIOLOGIA

Coisas de um país não preconceituoso

Em 2003, a juíza Luislinda Dias Valois dos Santos proferiu a primeira sentença brasileira baseada na Lei do Racismo.
Deu ganho de causa a uma negra acusada de ter roubado um frango e dois sabonetes da principal rede de supermercados da Bahia.
Declarada a sentença, Luislinda foi ameaçada de morte. Mas isso não era novidade na vida da primeira juíza negra do Brasil.
Negra, mulher, divorciada, nordestina e de origem pobre, ela costuma dizer que se for morta seu assassino será o racismo.
Tinha nove anos quando um professor lhe disse que seu lugar era na cozinha de uma branca.
Ao ser aprovada no concurso público para procuradora, uma Bahia comandada por coronéis brancos mandou-a para Curitiba.
Para regressar, passou no concurso da Justiça Estadual da Bahia e foi exilada em uma comarca sem luz, telefone e água encanada. De pronto, foi avisada de que, mais dia menos dia, seria morta.
Fez um curso de justiça célere na Austrália e, ao aplicar esse processo por aqui, quiseram saber o que ela ganhava julgando com rapidez.
Advogados já pediram cancelamento de audiência ao saber que a juíza não era branca. Muitos ainda se perguntam o que aquela mulher de rastafári vermelho faz sentada na cadeira do juiz.
Certo dia entrou em um banco e foi chamada e tratada como bandida pelos seguranças. Depois de alguns sustos, passou a ter cuidado com a água que bebe e com o percurso que faz diariamente.
Foram muitas as intimidações para que ela renunciasse à magistratura.
Como não conseguiram matá-la fisicamente, fecharam-lhe todas as portas do Judiciário. Sem se intimidar, passou a fazer audiências na periferia, nos alagados, nos quilombos.
De barco, ônibus ou a pé, a juíza tentou levar justiça à população mais carente.
Porém, foi duramente censurada. Até mesmo do premiado projeto Balcões de Cidadania, do qual foi idealizadora e coordenadora, foi afastada.
Mesmo ganhando diversos prêmios e homenagens, Luislinda é tida, dentro do meio, como uma juíza menor.
Ela tem certeza de que muito do problema do preconceito está dentro do Judiciário, ainda branco e machista.
No Brasil, pouco mais de 1% dos juízes se declaram negros e a maioria, principalmente nas instâncias superiores, é do sexo masculino.
Aos 67 anos, a filha de Iansã tem todos os requisitos necessários para se tornar desembargadora.
Só que Luislinda não precisa jogar búzios, ler cartas ou freqüentar o terreiro de mãe Bebé para saber que ninguém a quer como desembargadora. Como juíza, já incomoda muita gente.


Daniel Campos é poeta, escritor, jornalista, pós-graduado em Comunicação Criativa pela ABJL e autor do portal de literatura e poesia www.danielcampos.biz
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

POESIA

Cântico dos Cânticos, 6
Rei Salomão

1. Para onde foi o teu amado, ó mais bela das mulheres? onde se escondeu o teu amado, para que o procuremos contigo?
2. Meu amado desceu ao seu jardim, ao canteiro dos aromas, para apascentar nos jardins e colher os lírios.
3. Eu sou para o meu amado e meu amado é para mim, ele que apascenta entre os lírios.
4. Tu és bela, minha amada, como Tersa, formosa como Jerusalém, terrível como um exército em linha de batalha.
5. Afasta de mim teus olhos, pois eles me perturbam. Teus cabelos são como um rebanho de cabras que vêm descendo de Galaad.
6. Teus dentes, como um rebanho de ovelhas que saíram do lavadouro; todas com filhotes gêmeos, sem que haja uma estéril entre elas.
7. Como a metade da romã, assim as tuas faces através do teu véu.
8. Sessenta são as rainhas e oitenta, as concubinas e não têm número as adolescentes;
9. Mas uma só é a minha pomba, minha perfeita, única para sua mãe, a escolhida de quem a concebeu. As moças a viram e a proclamaram venturosa; viram-na as rainhas e as concubinas, e a louvaram:
10. Quem é esta que avança como a aurora que desponta, bela como a lua, incomparável como o sol, terrível como um exército em linha de batalha?
11. Desci ao jardim das nogueiras para ver os frutos dos vales e verificar se a vinha já havia florido e se já tinham germinado as romãs.
12. Meu espírito não percebeu quando ele me assentou na carruagem do príncipe do meu povo.

FOTOGRAFIA


Na pompa de Pompéia, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

POESIA

POEMAS
Charles Fonseca

Poemas são qual queixumes
Que simbolizam passados
São esperanças dos prados
Colhidos, são como lumes.

Poemas embalam vidas
Enquanto o real não chega,
Imagens quantas, são nesga
De amor por fresta amiga.

Poemas permitem espera
Ai, quantos que em mim tiveram,
Quantos a mim me houveram,
Símbolos de duras eras!

Sábado, Novembro 21, 2009

"Nem no mar nem na terra". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

MÚSICA

J S Bach: MAGNIFICAT: "Magnificat anima mea" * Karajan/RIAS Kammerchor/Berliner Philharmoniker

"Os beijos que não te dei". Você poderá ver clicando em Charles Fonseca Poemas, lado direito, acima.

FOTOGRAFIA


A carruagem. Versailles. França., upload feito originalmente por Charles Fonseca.

Clique na imagem.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

PINTURA

Ferdinand Victor Eugène Delacroix

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

AOS LEITORES DO BLOG

Criei um sub-blog somente para os meus poemas, aqueles de que a minha censura não os exclui de serem expostos. É que até para mim mesmo estava ficando cada vez mais complexo revê-los pois o blog que inicialmente era só de poemas de autores diversos começou a hospedar muitas outras coisas que me sensibilizaram e tornou-se um blog de variedades. No lado direito acima clicando em Charles Fonseca Poemas você poderá lê-los e comentá-los.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

POESIA

JATAÍ
Charles Fonseca

Por que te chamo Gleide
Nunca então de Rosalee
É que o tendo e serdes
O doce de Ibicui
Já tendes o que a mim falta
Pra rimar mel jataí
Assim pesava ante o vinde
- O pensam assim teus irmãos -
Mãe que se foi e desde então
Nos aguarda aos Ataide.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

POESIA

MONTE CARLO
Charles Fonseca

Almas chegam ao cassino
Volteiam em torno ilusões,
Muitos sim, talvez, senões,
De antemão bimbalham sinos.

Tangem passadas carências
Simboliza a roleta
O irreal dança em festa
Repicam em uns condolencias

Sábado, Outubro 31, 2009

POESIA

VERDE
Charles Fonseca

Ah, verde mais quero ver-te
Verte o mel a abelha pura
Oh mistério, tua candura
Me enternece quero ter-te

Cada dia junto assim
Qual jasmim por onde eu for
Vais comigo peito em flor
Vens comigo e é só jardim

É minha vida verde vale
É montanha céu de anil
Vem a noite em beijos mil
Volta o sol se posto é tarde.

POESIA

A CIDADE DA BAHIA
Gregório de Matos

A cada canto um grande conselheiro.
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.

Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

PROSA

SINTO VERGONHA DE MIM
Rui Barbosa

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!

De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

FOTOGRAFIA


Singing - Lambe Sujo, upload feito originalmente por Adilson Andrade.

Lambe Sujo, Sergipe.

PINTURA


Degas

Domingo, Outubro 25, 2009

POESIA

O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
Vinicius de Moraes

“E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo: — Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: — Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.”
(Lucas, Cap. V, versículos 5-8)

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
— Garrafa, prato, facão —
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão.
Pois além do que sabia
— Exercer a profissão —
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
— “Convençam-no” do contrário — Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
— Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro de seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

— Loucura! — Gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
— Mentira! — disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Como o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

Sábado, Outubro 24, 2009

FOTOGRAFIA

MÚSICA

Fledermaus, Abertura; de Strauss Jr.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

MEDICINA

Câmara aprova regulamentação do 'Ato Médico'
LISANDRA PARAGUASSÚ - Agencia Estado

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que regulamenta o exercício da medicina e aponta procedimentos privativos dos médicos, o chamado "Ato Médico". Polêmica, a proposta restringe a possibilidade de outras profissões, como fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros, de fazer diagnósticos e oferecer tratamento.

Um dos pontos que devem gerar mais discussão é o que restringe a médicos "a invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção" e outros procedimentos. Uma das interpretações é que esse artigo fará com que procedimentos como acupuntura, hoje praticado por diversas profissões depois de um curso de especialização, fique restrito apenas a médicos formados.

Outras profissões, como fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos e enfermeiros, tiveram garantidas na lei o acesso a procedimentos como aplicação de injeções, coleta de material biológico, realização de alguns tipos de exames, curativos e, especialmente, atendimento à pessoa sob risco de morte iminente. A preocupação dos deputados foi permitir a pessoas que façam atendimentos de primeiros socorros não serem penalizadas em caso de atendimentos emergenciais.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,camara-aprova-regulamentacao-do-ato-medico,454406,0.htm

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

RELIGIÃO

Papa aceita padre anglicano casado
Vaticano aprova plano para fiéis convertidos ao catolicismo; medida cria estrutura para supervisionar conversões
THE NEW YORK TIMES E EFE, CIDADE DO VATICANO

Em uma iniciativa para atrair em massa anglicanos tradicionalistas, o Vaticano anunciou ontem que facilitará o ingresso na comunhão católica de fiéis insatisfeitos com sua igreja por aceitar mulheres padres e bispos assumidamente gays. Uma nova entidade canônica permitirá que grupos de anglicanos "entrem em plena comunhão com a Igreja Católica enquanto preservam elementos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano", disse o cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano.

A medida cria uma estrutura formal para supervisionar conversões, que antes eram analisadas caso a caso, incluindo as de padres anglicanos casados, que podem permanecer casados mesmo após se converterem ao catolicismo - sem, entretanto, a permissão para se tornarem bispos. Chamada de ordinariato pessoal (uma espécie de prelazia), a estrutura consistirá na supervisão de católicos locais por prelado convertido do anglicanismo para o catolicismo. Ele vai providenciar orientação aos que desejarem se converter - incluindo paróquias ou dioceses. Pelo regime, ex-anglicanos que se tornarem católicos podem preservar alguns elementos litúrgicos da missa anglicana, como hinos.

SURPRESA

Embora tanto líderes católicos como anglicanos tentassem apresentar a medida como uma resposta unificada e mais coerente aos que buscam a conversão, o Vaticano parece ter anunciado a medida à comunidade anglicana somente nas últimas semanas como fato consumado. Líderes anglicanos e católicos manifestaram surpresa com algo que dizem que pode solapar os esforços de um diálogo ecumênico e capitalizar divisões na Igreja Anglicana sobre questões como a ordenação de bispos gays e a bênção de uniões homossexuais.

O cardeal William Levada, que voltou de Londres para Roma na segunda-feira, reconheceu que o arcebispo de Cantuária e primaz da Igreja Anglicana, Rowan Williams, e importantes clérigos só foram informados da decisão no mês passado. Ontem, Rowan e o arcebispo católico de Westminster, Vincent Gerard Nichols, divulgaram comunicado conjunto para ressaltar que a medida põe fim a um período de incertezas para anglicanos que desejavam "abraçar a fé católica". No mundo, são cerca de 77 milhões de anglicanos.

O anúncio histórico do Vaticano marca um momento significativo na linha temporal de duas igrejas que se separaram inicialmente nos dias da Reforma. Nas últimas décadas, a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica Romana tentaram sanar a divisão secular, ocorrida em 1584, quando o rei inglês Henrique VIII não conseguiu autorização papal para anular seu casamento com a espanhola Catarina de Aragão e criou a Igreja da Inglaterra, se autoproclamando seu chefe.

O papa Bento XVI anunciou que visitará a Inglaterra em 2010. A viagem será a primeira visita diplomática de um pontífice ao país. Autoridades do Vaticano e da Comunhão Anglicana deixaram claro ontem que a medida adotada pelo Vaticano tem como intenção enfrentar questões doutrinárias que cercam a conversão, e não questões diplomáticas do diálogo.

Levada afirmou que o Vaticano criou a estrutura em resposta a pedidos de anglicanos desde que a Igreja da Inglaterra começou a ordenar mulheres na década de 1970 e mais recentemente quando enfrentou a ordenação de clero assumidamente gay e a bênção de união homossexual. Segundo o cardeal, entre 30 e 50 bispos anglicanos e uma centena de paróquias manifestaram o desejo de mudar de Igreja.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091021/not_imp453943,0.php

RECADO

1. Charles Fonseca: POESIA
charlesfonseca.blogspot.com/2008/12/poesia.html - Similares


2.

POESIA
REALIDADE
Djanira Silva

Livros, sapatos, roupas espalhadas
Da porta da cozinha até o portão
Sobre as camas toalhas encharcadas
Marcas de pés molhados, pelo chão

Todas as salas são desarrumadas
A mãe impaciente ralha, em vão
Crianças correm rindo às gargalhadas
Sem darem ouvidos à reclamação

Passado o tempo a casa se esvazia
E a mãe sente saudade a cada dia
Daquela antiga desarrumação

Convive com a dor da realidade
Nas cadeiras vazias a saudade
Casa arrumada pela solidão.
Postado por Charles Fonseca às 12:28 PM
1 comentários:

Anônimo disse...
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
Domingo, 04 Janeiro, 2009

Terça-feira, Outubro 20, 2009

FOTOGRAFIA


Mercado Aracaju 20.10.2009 003, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

Mercado Aracaju 20.10.2009

MÚSICA

A triste partida. Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga.